sábado, 21 de fevereiro de 2009

Matéria q saiu no site do Multicurso sobre o trabalho desenvolvido pela minha querida escola


Matemática solidária
Matemática e solidariedade têm caminhado lado a lado no cotidiano de uma das escolas que participam do Multicurso Matemática em Cachoeiro de Itapemirim (ES). Trata-se da Escola Estadual Agostinho Simonato, onde professores e alunos se uniram em prol do Grupo de Apoio aos Doentes de Aids “Solidários pela Vida” (o GAASV), organização não-governamental que atende a portadores do vírus HIV e desenvolve projetos específicos para pessoas em vulnerabilidade social.
Atuante desde 1999 na cidade do sul capixaba, o GAASV teve no ano passado alguns dos dias memoráveis de sua história, quando seus internos receberam visitas dos alunos da E. E. Agostinho Simonato. Além de doações de cestas básicas e brinquedos (entregues aos filhos dos portadores de HIV), os estudantes levaram cultura e alegria à casa de apoio da ONG, com apresentações de teatro, dança e contadores de histórias.
“São atividades culturais que são trabalhadas nas disciplinas, na grade curricular do Agostinho Simonato”, conta Pollyana Pedrazzi, professora da escola e integrante do grupo de estudos Matemática em Ação. “Todos os envolvidos nas visitas ao GAASV melhoraram sua relação com o conteúdo que aprendem e também sua disciplina em sala de aula. E ainda viram na prática que a Matemática, muito além do x, y e z, pode ser uma importante ferramenta de transformação social.”
Para montar as cestas básicas, Pollyana e os alunos foram juntos ao supermercado, onde pesquisaram preços e procuraram ofertas para não estourar o “orçamento” – arrecadado na própria escola e nos arredores. Já os brinquedos, levados ao GAASV na visita realizada no Dia das Crianças, foram comprados em uma loja de produtos a R$ 1,99.
“No meu tempo de estudante, a Matemática era mais árida, menos relacionada com nosso dia-a-dia. Hoje, meu desafio como professora é trazê-la para o universo dos alunos, tornando-a mais dinâmica, mais viva”, conta Pollyana, que tem 28 anos de idade, oito deles dedicados ao magistério. “Não foi a faculdade que me ensinou que a Matemática poderia ter este viés social. Foi uma percepção que tive após a entrada no mercado de trabalho.”
Já a possibilidade de aproximar seus alunos do ensino médio à realidade dos portadores do vírus HIV veio depois. “Apesar de passar diariamente em frente à casa do GAASV, não tinha atentado para a possibilidade de usar meu trabalho em prol dos internos”, relata a professora, moradora do bairro Otto Marins – mesmo em que se localiza a casa verde de grade branca em que a ONG cuida de seus internos. “Só liguei os pontos após ver a ficha do Multicurso Matemática (a de número 20, chamada ‘O HIV – AIDS: como as pessoas podem ser contaminadas e quais são os grandes grupos de risco’). Quando estamos sem boas ideias estas fichas costumam oferecer bons caminhos!”
Para a ficha dar frutos na Escola Agostinho Simonato, contudo, a tutora do grupo Matemática em Ação, Dalva Lavagnoli, tem uma explicação complementar: “A Pollyana trata seus alunos como filhos e todos sabemos que nenhuma mudança ou nova ideia vai adiante no ambiente escolar se não houver união entre professora e alunos”, ensina Dalva.
“É encantador constatar o poder que a educação tem de construir, transformar, fazer com que alunos de um meio carente possam fazer o bem pelo bem, para melhorar a vida de outras pessoas necessitadas, muitas delas esquecidas pela família”, ressalta Dalva, antes de sublinhar que a visita ao GAASV é uma iniciativa que não tem verba. “Não fosse o empenho dos alunos da Escola Agostinho Simonato e o esforço deles para o projeto dar certo, não teríamos conseguido o mesmo sucesso.”
Sucesso que deverá se repetir neste ano letivo de 2009, quando novas visitas ao GAASV prometem boas surpresas para alunos e internos. “Tenho certeza que muitas ideias novas surgirão a partir desta iniciativa”, aponta a coordenadora do grupo Matemática em Ação, Gláucia Vicente, professora da Escola Estadual Quintiliano de Azevedo, em Cachoeiro de Itapemirim. “A matemática está muito além de fórmulas, problemas ou gráficos. Na verdade, ela está presente em tudo na nossa vida. Através de projetos e trabalhos sociais, é possível enriquecer a formação do aluno, em ambientes de investigação, reflexão e ação, motivando-o de acordo com o contexto.”
Para saber mais sobre o Grupo de Apoio aos Doentes de Aids “Solidários pela Vida” - GAASV, acesse o site
http://www.gaasv.com.br/. Já sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e

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